Sempre comparadas com as flores, e aquele perfume desfilam pelos campos de batalha a sua formosura, delicadeza, sensibilidade e perseverança. Decididas, trabalhadoras e confiantes, constrói suas próprias estratégias e vai cumprindo com dignidade e honradez as imposições colocadas pelo destino em seus caminhos, tornando os de formas conformadas como se fossem simples conseqüências de tudo o que pretendem. Expressam-se sem medos, receios e embaraços, pois foi lhes concebido mostrar que atrás do belo existe competência e brilho.
O CIAFRO através desta mensagem queremos homenagear a essas mulheres guerreiras, fantásticas e transformadoras. Que o mundo possa conhecer e reconhecer o trabalho e a luta de cada uma delas.
Parabéns mulheres, vocês são únicas e insubstituíveis.
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É carioca, graduada em Filosofia (UERJ); pós-graduada em Filosofia da Ciência (UFRJ), professora, articulista, consultora, fundadora do IPCN – Instituto de Pesquisa das Culturas Negras, Coordenadora de Memória Lélia Gonzalez, atual presidente da SEAF – Sociedade de Estudos e Atividades Filosóficos. |
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Iniciada no candomblé, típica filha de Oyá, mulher guerreira e valente. Presidente do Afoxe Raízes Africanas, nascido na comunidade de terreiro em 08 de dezembro de 2002 constituido por 300 componentes, o afoxe foi criado com o objetivo de promover, resgatar e preservar o culto e os costumes afros. Suas cores, verde, amarelo e branco, sendo o amarelo ouro em louvor a Oxum que é a mãe do afoxe, suas músicas são próprias com composição de Isabel adaptadas com belas coreografias ao som dos atabaques, agogos, xequeres ,timbau e tumbadoras formado por homens, mulheres e crianças. O Afoxé é encantador suas vestimentas são panos amarados estilo africanos com tecidos apropriados para a ocasião. Isabel luta todos os anos para ir as ruas da cidade do Rio de Janeiro e mostrar a força da cultura afro-brasileira. |
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Nasceu mineira, de BH, para tornar-se cidadã do mundo. Sua trajetória é marcada pela busca do conhecimento. Conhecimento para a compreensão do mundo e da inserção do negro aí. Por isso não tinha paciência com a acomodação. Suas palestras nos vários estados e muitos países eram aclamadas pela desenvoltura no tratamento das questões.
Não deixou filhos, mas depositou nos milhares de alunos que teve em 30 anos de profissão o gene do conhecimento, garra e capacidade de luta. |
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Natural do Rio de Janeiro, a menina Ruth Pinto de Souza viveu até os 9 anos de idade com a família, numa fazenda, em Porto do Marinho, pequena cidade do interior de Minas Gerais. Com a morte do pai, um pequeno lavrador, ela, os três irmãos, e a mãe voltaram ao Rio, e foram morar em Copacabana, numa vila onde residiam as lavadeiras e seus maridos, a maioria deles jardineiros dos casarões do bairro.
As primeiras palavras, bem como o incentivo para estudar teatro veio de sua mãe, que a levou para as primeiras sessões de teatro e cinema. |
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Jurema Batista é filha de empregada doméstica nascida e criada no Morro do Andaraí. Há muitos anos atua em educação popular , tendo trabalhado junto a creches e pré-escolas, em várias comunidades do Rio de Janeiro . Lutadora incansável e comprometida com as causas sociais , Jurema empresta seu sangue, sua força e sua luta a todos, homens e mulheres negros ou não, que estão em busca de uma cidade melhor , de um país mais justo .Vitoriosa esta guerreira mais uma vez ampliou as fronteiras de atuação das mulheres negras no Rio de Janeiro e no país. Em 1991 foi eleita vereadora recebendo a aprovação dos moradores da cidade do Rio de Janeiro por seu excelente trabalho. O resultado: foi reeleita com 17 mil votos para um novo mandato.
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